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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

 

ADJUNTO Adverbial

 

verbos modificações Termo , advérbios Adjetivos UO

Adjunto adverbial e Outro Termo Acessório Oração da , Como o adjunto adnominal, da Dentro sintática Análise. Vejamos Exemplo hum, fazer Hino Nacional:



Folha Imagem


Nenhum verso Segundo, temos uma Expressão Forte Braço Conquistar com.


PODEMOS Notar Como COM Expressão Braço forte intensificação O Sentido do verbo Conquistar.

O Termo Que intensificação o Sentido de verbo , de OU adjetivo UM de advérbio hum recebe o nomo de adjunto adverbial. N Exemplo Acima, forte Braço com hum e adjunto adverbial de MoDo.

Vamos a Exemplos Outros , Todos do Hino Nacional Brasileiro.




Folha Imagem


PODEMOS reparar nd grande quantidade de adjuntos adverbiais acompanham Que o adjetivo Deitado E o verbo fulguras:



Folha Imagem


Todos sos adjuntos especificam adverbiais o MoDo Como uma Nossa Nação se Apresenta , Meio eles uma Recursos SEUS Naturais esplêndidos .

Traduza inúmeros Tipos de adjunto adverbial, O Que Torna Difícil Fazer UMA Classificação Exata . advérbios Observe OS locuções e adverbiais não Abaixo Exemplo . São 'todos' adjuntos adverbiais de MoDo:


Folha Imagem

adverbiais Os adjuntos podem indicar Diversas Circunstâncias OUTRAS .



Adjunto adverbial
Exemplo
Lugar
Cantei Escola na.
tempo
SOE Along apresentamos .
MoDo
Cantamos Toda com uma Energia !
FIM
Os Alunos cantaram in Homenagem a Semana da Pátria .
Matéria
O era coro de 120 Vozes.


alguns esses " São Exemplos apenas.
Comeu O Que adjunto adverbial Não É Difícil entendre de , e nao ?





Postado Por Danielle de Cássia

Literatura e Cinema


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Dia 23 de abril é comemorado o Dia Internacional do Livro. Mas numa geração cada vez mais conectada, será que alguém ainda tem o hábito de ler obras impressas? Se você é do grupo que tem certeza, essa matéria é para você. Se você acha que não, também serve.

Até porque, pelo que vemos por aí os sucessos de bilheteria, atraem cada vez mais jovens às livrarias de todo o mundo. E isso nos faz acreditar que sim, o pessoal ainda lê. Pelo menos é isso que indica a listinha que fizemos com o sucessos de vendas e bilheterias.


1º Crepúsculo de Stephenie Meyer




2º Diário de Princesa de Meg Cabot




3º Comer, Rezar e Amar de Elizabeth Gilbert




4º Sherlock Holmes de Sir. Arthur Conan Doyle




5º Julie e Julia de Julie Powell




6º O Caçador de Pipas de Khaled Hosseini




7º Harry Potter de J.K. Rowling




8º P.S. Eu te amo de Cecelia Ahern




9º O Senhor dos Anéis de J.R.R Tolkien




10º Entrevista com o Vampiro de Anne Rice




Retirado do blog: http://blog.br.tj.net/2010/04/10-livros-que-viraram-filmes/




Postado por Danielle Cássia

Parnasianismo

PARNASIANISMO

O parnasianismo é uma estética literária de caráter exclusivamente poético, que reagiu contra os abusos sentimentais dos românticos. A poesia parnasiana voltada para onde há o ideal da perfeição estética e a sublimação da "arte pela arte". Teve como sua primeira obra Fanfarras(1882), de Teófilo Dias. Parnasse (em português, parnaso e daí parnasianismo): origina-se de Parnassus, região montanhosa da Grécia. Segundo a lenda, ali moravam os poetas.

Alguns críticos chegaram a considerar o parnasianismo uma espécie de realismo na poesia. Tal aproximação é suspeita as duas correntes apresentam visões de mundo distintas. O autor realista percebe a crise da ‘síntese burguesa’, já não acredita em nenhum dos valores da classe dominante e a fustiga social e moralmente. Em compensação o autor parnasiano mantém uma soberba indiferença frente aos dramas do cotidiano, isolando-se na "torre de marfim", onde elabora teorias formalistas de acordo com a inconseqüência e o hedonismo das frações burguesas vitoriosas.

Contexto Histórico

Grandes acontecimentos históricos marcaram a geração dos parnasianos brasileiros.
A abolição da escravatura (1888) coincide com a estréia literária de Olavo Bilac. No ano seguinte houve a queda do regime imperial com a Proclamação da República.

A transição do séculoXIX para o século XX representou para o Brasil: um período de consolidação das novas instituições republicanas; fim do regime militar e desenvolvimento dos governos civis; restauração das finanças; impulso ao progresso material. Depois das agitações do início da República, o Brasil atravessou um período de paz política e de prosperidade econômica. Um ano após a proclamação da República, instalou-se a primeira Constituição e, em fins de 1891, Marechal Deodoro dissolve o Congresso e renuncia ao poder, sendo substituído pelo "Marechal de Ferro", Floriano Peixoto.

Características

Arte pela arte: Os parnasianos ressuscitam o preceito latino de que a arte é gratuita, que só vale por si própria. Ela não teria nenhum valor utilitário, nenhum tipo de compromisso. Seria auto-suficiente. Justificada apenas por sua beleza formal. Qualquer tipo de investigação do social, referência ao prosaico, interesse pelas coisas comuns a todos os homens seria ‘matéria impura’ a comprometer o texto. Restabelecem, portanto, um esteticismo de fundo conservador que já vigorava na decadência romana. A arte passava apenas a ser um jogo frívolo de espíritos elegantes.

Culto da forma: O resultado imediato dessa visão seria o endeusamento dos processos formais do poema. A verdade de uma obra residiria em sua beleza. E a beleza seria dada pela elaboração formal. Essa mitologia da perfeição formal e, simultaneamente, a impotência dos poetas em alcançá-la de maneira definitiva são o tema do soneto de Olavo Bilac intitulado "Perfeição".

Os parnasianos consideravam como forma a maneira do poema se apresentar, seus aspectos exteriores. A forma seria assim a técnica de construção do poema. Isso constituía uma simplificação primária do fazer poético e do próprio conceito de forma que passava a ser apenas uma fórmula resumida em alguns itens básicos:

  • Metrificação rigorosa
  • Rimas ricas
  • Preferência pelo soneto
  • Objetividade e impassibilidade
  • Descritivismo
Em vários poemas, os parnasianos apresentam suas teorias de escrita e sua obsessão pela "Deusa Forma". "Profissão de Fé", de Olavo Bilac, ilustra essa concepção formalista:
"Invejo ourives quando escrevo
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor.(...)
Por isso, corre por servir-me
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel(...)
Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim
No verso de ouro engasta a rima
Como um rubim
(...)
Temática greco-romana: Apesar de todo o esforço, os parnasianos não conseguiram articular poemas sem conteúdos e foram obrigados a encontrar um assunto desvinculado do mundo concreto para motivo de suas criações. Escolheram a antigüidade clássica, sua historia e sua mitologia. Assistimos então a centenas de textos que falam de deuses, heróis, personagens históricos, cortesãs, fatos lendários e até mesmo objetos:

"A sesta de Nero", de Olavo Bilac foi considerado, na época, um grande poema:
"Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso,
O palácio imperial de pórfiro luzente
É marmor da Lacônia. O teto caprichoso
Mostra em prata incrustado, o nácar de Oriente.
Nero no trono ebúrneo estende-se indolente
Gemas em profusão no estágulo custoso
De ouro bordado vêem-se. O olhar deslumbra, ardente
Da púrpura da Trácia o brilho esplendoroso.
Formosa ancila canta. A aurilavrada lira
Em suas mãos soluça. Os ares perfumando,
Arde a mirra da Arábia em recendente pira.
Formas quebram, dançando, escravas em coréia.
E Nero dorme e sonha, a fronte reclinando
Nos alvos seios nus da lúbrica Pompéia."

Poetas do Parnasianismo

 

Olavo Bilac(1865-1918)

Nasceu no Rio de janeiro, numa família de classe média. Estudou Medicina e depois Direito, sem se formar em nenhum dos cursos. Jornalista, funcionário Público, inspetor escolar, exerceu constantemente atividade nacionalista, realizando pregações cívicas em todo o país. Paralelamente, teve certas veleidades boêmias e foi coroado como "Príncipe dos poetas brasileiros". Obras: Poesia (l888); Tarde (1918). A exemplo de quase todos os parnasianos, Olavo Bilac escreveu poesias com grande habilidade técnica sobre temas greco-romanos. Se jamais abandonou sua meticulosa precisão, acabou destruindo aquela impassibilidade, exigida pela estética parnasiana. Fez numerosas descrições da natureza, ainda dentro do mito da objetividade absoluta, porém os seus melhores textos estão permeados por conotações subjetivas, indicando uma herança romântica. Bilac tratou do amor a parti de dois ângulos distintos: um platônico e outro sensual. A quase totalidade de seus textos amorosos tendem à celebração dos prazeres corpóreos.
"Nua, de pé, solto o cabelo às costas,
Sorri. Na alcova perfumada e quente,
Pela janela, como um rio enorme
Profusamente a luz do meio-dia
Entra e se espalha, palpitante e viva (...)
Como uma vaga preguiçosa e lenta
Vem lhe beijar a pequenina ponta
Do pequenino pé macio e branco
Sobe... Cinge-lhe a perna longamente;
Sobe ... e que volta sensual descreve
Para abranger todo o quadril! - prossegue
Lambe-lhe o ventre, abraça-lhe a cintura
Morde-lhe os bicos túmidos dos seios
Corre-lhe a espádua, espia-lhe o recôncavo
Da axila, acende-lhe o coral da boca (...)
E aos mornos beijos, às carícias ternas
Da luz, cerrando levemente os cílios
Satânica ... abre um curto sorriso de volúpia."

Em alguns poemas, contudo, o erotismo perde essa vulgaridade, adquirindo força e beleza com em "In extremis". Na hora de uma morte imaginária, o poeta lamenta a perda das coisas concretas e sensuais da existência. Em um conjunto de sonetos intitulado Via-láctea, Bilac nos apresenta uma concepção mais espiritualizada das relações amorosas. O mais recitado desses sonetos acabou ficando conhecido com o nome do livro.

Identificado com o sistema, o autor de Tarde tornou-se um intelectual a serviço dos grupos dirigentes, oferecendo-lhes composições laudatórias. Olavo Bilac sonegou o Brasil real e inventou um Brasil de heróis, transformando feroz bandeirante, como Fernão Dias, em apóstolo da nacionalidade. O caçador de esmeraldas foi uma frustrada tentativa épica:
"Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada
Do outono, quando a terra, em sede requeimada,
Bebera longamente as águas da estação,
Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata,
À frente dos peões filhos da rude mata,
Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão.
Além disso, cantou os símbolos pátrios, a mata, as estrelas, a "última flor do Lácio", as crianças, os soldados, a bandeira, os dias nacionais, etc.

Alberto de Oliveira (1857-1937)

Nasceu em Saquarema, Rio de Janeiro. Diploma-se em farmácia; inicia o curso de Medicina. Ao lado de Machado de Assis, faz parte ativa na Fundação da Academia de Letras. Foi doutor honoris causa pela Universidade de Buenos Aires. Elegem-no "príncipe dos poetas brasileiros" num concurso promovido pela revista Fon-Fon, para substituir o lugar deixado por Olavo Bilac. Faleceu em Niterói, RJ, em 1937. Obras principais: Canções Românticas(1878); Meridionais(1884); Sonetos e Poemas(1885); Versos e rimas(1895). Foi de todos os parnasianos o que mais permaneceu atado aos mais rigorosos padrões do movimento. Manipulava os procedimentos técnicos de sua escola com precisão, mas essa técnica ressalta ainda mais a pobreza temática, a frieza e a insipidez de uma poesia hoje ilegível.

Tinha como características principais da sua poesia a objetividade, a impassibilidade e correção técnica, a excessiva preocupação formal, sintaxe rebuscada e a fuga ao sentimental e ao piegas. Na poesia de Alberto de Oliveira, portanto, encontramos poemas que reproduzem mecanicamente a natureza e objetos descritivos. Uma poesia sobre coisas inanimadas.

Uma poesia tão morta como os objetos descritos, como vemos no poema Vaso Grego:
Esta, de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de os deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia
Então e, ora repleta ora esvaziada,
A taça amiga aos dedos seus tinia
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois... Mas o lavor da taça admira,
Toca-a, e, do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas há de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se de antiga lira
Fosse a encantada música das cordas,
Qual se essa a voz de Anacreonte fosse.

Raimundo Correia (1859-1911)

Poeta e diplomata brasileiro, foi considerado um dos inovadores da poesia brasileira.
Quando secretário da delegação diplomática brasileira em Portugal, publica aí uma coletânea de seus livros na obra Poesia(1898).

De volta ao Brasil, assume a direção do Ginásio Fluminense de Petrópolis. Com a saúde bastante abalada, retorna à Europa, vindo a falecer em Paris. Obras Principais: Primeiros Sonhos(1879) Sinfonias(1883) Versos e Versões(1887) Aleluias(1891)A exemplo dos demais componentes da tríade, Raimundo Correia foi um consumado artesão do verso, dominando com perfeição as técnicas de montagem e construção do poema.

Tinha como características pessoais o pessimismo, o predomínio da simulação, percepção aguda da transitoriedade da ilusão humana, profundo se das virtualidades vocabulares. O gelo descritivista da escola seria quebrado por uma emoção genuína que humanizava a paisagem.





Postado por Danielle Cássia

Diferença Entre predicativo do objeto e adjunto adnominal

Para Descobrir se termo É UM adjunto adnominal predicativo OU do Objeto, substitua -o Adequado UM Por Mais traduções .
Observe :
* Achei Toda uma blusa suja no chão do banheiro . → Achei -Toda uma suja no chão do banheiro .
> Perceba o Que Mais traduções um Não Substitui o termo Toda suja (Ele Precisa Ser Dito ) , portanto, é ele predicativo do Objeto.
PORQUE isso acontece o predicativo do Objeto indica Uma Característica circunstancial , temporaria , momentânea , do Nome.
************************************************** ***************************
* Achei uma blusa florida no chão do banheiro . → Achei -um no chão do banheiro .
> Note Que o termo florida ESTÁ inserido nenhum traduções na próxima um (E não repetido Ser Precisou ), Portanto, é elemento adjunto adnominal.
Isso acontece o adjunto adnominal PORQUE indica Que É Uma Característica Própria do Nome.
Postado Por Danielle Cássia

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Adjunto Adverbial

ADJUNTO ADVERBIAL


O adjunto adverbial indica uma circunstância e é associado ao verbo, ao adjetivo ou ao advérbio. É responsável por modificar ou intensificar o sentido de um adjetivo, advérbio e do verbo.

Exemplos:

Hoje é o dia da árvore. (“Hoje” indica tempo)

Cantamos muito para você. (“muito” intensifica o verbo “cantamos”)

Estavam muito bonitas para a festa. (“muito” intensifica o adjetivo “bonitas”)

Dormimos muito bem esta noite. (“muito” intensifica o advérbio “bem”)


Em todas as orações acima o termo “muito” é um adjunto adverbial de intensidade. Já na primeira oração o termo “hoje” é adjunto adverbial de tempo.

Agora, observe este exemplo:

Hoje fui de ônibus para minha casa.

Vemos que hoje é um indicativo de tempo, de ônibus um indicativo de meio (o meio pelo qual fui) e minha casa um indicativo de lugar.

Portanto, podemos dizer que hoje é um adjunto adverbial de tempo, de ônibus um adjunto adverbial de meio e minha casa um adjunto adverbial de lugar.

Logo, observamos que o adjunto adverbial pode ser determinado por um advérbio:

Ele decidiu falar demais.

Por uma locução adverbial:

Ele colocou o livro na sala.

Por uma oração:

Quando o sol aparecer, vou caminhar.

É importante que o aluno verifique o contexto no qual o adjunto adverbial está inserido para que não haja dúvidas quanto à classificação do mesmo.

Exemplo: Estou morrendo de fome.

Observe que “de fome” é a causa pela qual “estou morrendo”, mas pode ser confundido com o modo pelo qual estou morrendo. Trata-se de um adjunto adverbial de causa e não de modo.





Por Danielle Cássia

sábado, 11 de setembro de 2010

Adjunto Adnominal

 ADJUNTO ADNOMINAL


É a palavra ou expressão que acompanha um ou mais nomes conferindo-lhe um atributo. Trata-se, portanto, de um termo de valor adjetivo que modificará o nome a que se refere.

Os adjuntos adnominais não determinam ou especificam o nome, tal qual os determinantes. Ao invés disso, eles conferem uma nova informação ao nome e por isso são chamados de modificadores.

Além disso, os adjuntos adnominais não interferem na compreensão do enunciado. Por esse motivo, eles pertencem aos chamados termos acessórios da oração.

Os adjuntos adnominais podem ser formados por:
  • artigo,
  • adjetivo,
  • locução adjetiva,
  • pronome adjetivo,
  • numeral
  • oração adjetiva.


Exemplos:

  
1.   Nosso velho mestre sempre nos voltava à mente.

          nosso: pronome adjetivo
          velho: adjetivo



2.   Todos querem saber a música que cantarei na apresentação.

          a: artigo
          que cantarei na apresentação: oração adjetiva





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Postado por Danielle Cássia 

Literatura Brasileira no Cinema

Cinema brasileiro e adaptação de literatura ficcional de autores nacionais

Artigo publicado no livro Fusões: cinema, televisão, livros e jornal organizado por
Antonio de Andrade e Sandra Reimão – publicado pela Editora Metodista em 2007



Resumo:

Este trabalho traça um panorama da presença da literatura brasileira de ficção como fonte para o cinema nacional ao longo de sua história. Trata-se de um levantamento que visa abranger a totalidade dos filmes brasileiros de longa metragem que se basearam em obras literárias de escritores brasileiros, de 1896 até 2002, ou seja, até a consolidação do chamado cinema da Retomada. Tomou-se como fonte principal para este levantamento o livro de Antonio Leão Silva Neto, Dicionário de Filmes Brasileiros (São Paulo, Edição do Autor, 2002) que registra os filmes de longa metragem produzidos no Brasil entre 1908 e fevereiro de 2002.

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Dezenove de junho de 1898. Domingo. O navio Brésil retorna da Europa e adentra a baía da Guanabara, Rio de Janeiro. A bordo, Afonso Segreto pega sua câmera recém adquirida e filma a baía. Esta é, a que se sabe até o momento, a primeira filmagem em território brasileiro. Dez dias mais tarde, em 29 de junho Afonso Segreto filma o enterro de Floriano Peixoto e passa a realizar regularmente pequenos registros de imagens da cidade do Rio de Janeiro.

Esses pequenos filmes, ou “vistas animadas”, passam a ser exibidos no “Salão de Novidades” mais tarde chamado “Salão Paris no Rio”, primeira sala fixa de cinema, instalada, desde 1897, na Rua do Ouvidor 141, Rio de Janeiro. O principal proprietário d´ “Salão” era Paschoal Segreto irmão de Afonso Segreto. Antes da instalação d´ “Salão” as exibições de “fitinhas curtas” eram feitas esporadicamente em circos ou por artistas ambulantes. A primeira exibição destas “vistas animadas” se deu em 1896.

A filmagem da baia da Guanabara deu-se em uma viagem de retorno. Afonso Segreto fora a Paris comprar fitas e equipamentos para o “Salão”. Os Segretos foram, pelo menos até 1903, os “únicos produtores dos escassos filmezinhos nacionais de atualidades”.
Aos poucos começam a surgir os filmes de ficção, ou “posados”. As primeiras notícias sobre filme posado produzido no Brasil datam de 1906. Trata-se do filme Os Estranguladores, produzido em 1906, pela Photo-Cinematographia Brasileira, que reconstruía um crime real acontecido na cidade do Rio de Janeiro e que já havia sido abordado por folhetos, peças (inclusive a peça A Quadrilha da Morte, de Rafael Pinheiro e Fiqueiredo Pimentel da qual o filme retira seu argumento) e revistas teatrais e cujos acusados já haviam sido filmados pela Empresa Paschoal Segretto no documentário Rocca, Carletto e Pegatto na Casa de Detenção. Os Estranguladores, um filme de 40 minutos de duração, teve oitocentas exibições em dois meses e é considerado o primeiro sucesso de público do cinema brasileiro e, como observa Roberto Moura, já aponta para um primeiro domínio da narrativa cinematográfica nacional “o esquema emprestado da reportagem jornalística”. Apesar do sucesso de Os Estranguladores pode-se dizer que até 1908 a produção de cinema, destas “fitas curtinhas”, foi paupérima. “Durante dez anos (...) o cinema vegetou, tanto como atividade comercial de exibição de fitas importadas, quanto como fabricação artesanal local”.

A partir de 1907 a regularização da distribuição da energia elétrica no Rio de Janeiro propicia um incremento nas atividades cinematográficas: “A regularização da distribuição de energia elétrica para o Rio de Janeiro em 1907 dá novos contornos ao cinema carioca. (...) no segundo semestre do ano são instalados mais de vinte cinemas em torno da Avenida Central (...). Muitos desses donos de salas passam a produzir filmes, provocando a aparição de uma geração de técnicos estrangeiros de formação ou improvisados e também nacionais, vindos da fotografia de estúdio ou do jornal”.


A primeira adaptação cinematográfica de romance de autor nacional

O primeiro filme brasileiro que teria tido por origem um romance de um autor brasileiro foi Os Guaranis de 1908. Porém, nesse caso, não se tratava de uma adaptação literária propriamente dita, mas sim da filmagem de uma pantomima circense, esta sim, inspirada no romance de José de Alencar. Este filme era um curta metragem e teve como operador Roberto Leal. No elenco, além de atores, encontrava-se a troupe do circo Spinelli.

Em 1914, com direção, roteiro, cenário e montagem de Luiz de Barros, o produtor Ítalo Dandini realizou no Rio de Janeiro uma adaptação cinematográfica do romance de José de Alencar, A viuvinha. Ítalo Dandini também atuava como ator no filme no papel do protagonista masculino. Não temos acesso a esse que parece ter sido a primeira adaptação para cinema de romance de autor nacional. O produtor “decepcionado com o resultado artístico e o trabalho de laboratório, destrói a película antes de sua exibição”. Observe-se que José de Alencar será um dos autores que mais serviram de fonte pra produções cinematográficas nacionais – seus romances geraram 22 filmes.

A viuvinha foi a primeira adaptação cinematográfica de um romance de um autor brasileiro. Antes dele, entretanto, os cineastas locais já haviam recorrido a autores estrangeiros na busca de enredos para seus filmes: em 1909, Antonio Leal dirigiu uma versão brasileira de A cabana do Pai Tomás, baseado no livro de Harriet B. Stowe.

Este pioneirismo cronológico e protagonismo quantitativo de José de Alencar como fonte para filmes nacionais, ilustra bem a observação de Antonio Candido em A formação da Literatura Brasileira que aponta ser José de Alencar certamente a mais sólida glória de nossa literatura junto aos leitores.

Notemos ainda que quase quarenta anos mais tarde nos primórdios da televisão e da telenovela brasileira, a primeira telenovela adaptada da literatura nacional foi uma produção de Senhora realizada pela Rede Paulista em 1952, ainda no período em que as telenovelas eram transmitidas ao vivo e não diárias, ou seja, com apenas dois ou três capítulos por semana. No mesmo ano, houve ainda as adaptações para telenovela de Diva, de José de Alencar, Helena, de Machado de Assis e Casa de pensão de Aluísio de Azevedo.


Cinema Brasileiro e Adaptação de Literatura Ficcional de Autores Nacionais - Um Rápido Olhar

Em seu livro, Dicionário de Filmes Brasileiros (São Paulo, Edição do Autor, 2002) Antonio Leão Silva Neto registra os filmes de longa metragem produzidos no Brasil entre 1908 e fevereiro de 2002. O autor apresenta as fichas técnicas de 3.415 (três mil quatrocentos e quinze) filmes brasileiros produzidos nesse período.

A partir dessas 3.415 fichas foi-nos possível localizar 459 (quatrocentos e cinqüenta e três) filmes de cineastas brasileiros que tiveram por base obras literárias de escritores brasileiros. (Em caso de dúvida sobre a autoria obras e sobre a nacionalidade de autores recorremos ao Dicionário de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa, Rio de Janeiro, Ed. Global, 2002 e ao catálogo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro).

Considerando o ano de produção como aquele do lançamento do filme, a produção dos 459 filmes de longa metragem de cineastas nacionais baseados em obras de escritores brasileiros é, cronologicamente, assim distribuída:



A tabela acima aponta marcadamente um incremento da proporção de filmes baseados em obras literárias nacionais na década de 1970. Nunca é demais lembrar a complexidade sócio-cultural da década de 1970 – uma década em que conviveram lado a lado os índices positivos de desenvolvimento do chamado “Milagre Econômico” e a repressão e o cerceamento vigente na Ditadura Militar. Especialmente durante os chamados anos de chumbo (1969-1974), “o mais duro período da mais duradoura das ditaduras nacionais”, o Brasil vivia altas e inéditas taxas de crescimento econômico e um regime de pleno emprego – era o chamado Milagre Brasileiro e “o Milagre Brasileiro e os Anos de Chumbo foram simultâneos. Ambos reais, coexistiram negando-se”.

Se, por um lado, o Milagre Econômico propiciou a industrialização da produção cultural e da comunicação de massa no País, por outro lado, a ação estatal em relação à produção e à veiculação cultural “discordante” durante os chamados Anos de Chumbo era simplesmente o expurgo e a censura.

Em meados dos anos 70 o país viveu a “crise do milagre econômico”, e, a partir de 75, inicia-se o longo processo de Abertura política. Em 1975 foi publicado o Plano Nacional de Cultura (PNC), formulado pelo ministro Ney Braga e pelo Conselho Federal de Educação, no qual o Estado Autoritário dá-se o papel de mecenas interessado em apoiar a cultura nacional, os produtos culturais e artísticos que valorizassem os traços e as raízes brasileiras – é nesse momento que se dá a maior presença de adaptações literárias de autores brasileiros no cinema nacional.


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A rigor, existem vários graus de adaptação de uma literária para um meio audiovisual, as mais comuns são: a adaptação propriamente dita, o “basear-se em” e o “inspirar-se em” e o vago “a partir de”. Para efeito deste levantamento não levamos em conta possíveis diferenças entre essas denominações.

As principais formas literárias que serviram de base para os 459 filmes de longa metragem de cineastas nacionais realizados, entre 1908 e 2002, a partir de obras de escritores brasileiros foram:




As obras mais adaptadas são: “O Guarani” e “Iracema” as duas com 5 versões e ambas de autoria de José de Alencar. Esse também é o autor mais adaptado com 22 filmes a partir de suas obras. Porém, em termos de variedade o mais adaptado é o dramaturgo Nelson Rodrigues com 15 obras (uma dessas é assinada pelo pseudônimo de Suzana Flag), dessas 12 são diferentes. Logo em seguida está o escritor Jorge Amado com 11 adaptações, sem nenhuma repetição.


Uma breve observação

De maneira bastante geral, grosso modo, podemos dizer que boa parte da historiografia do cinema brasileiro costuma identificar após 1930, após o advento do cinema sonoro, pelo menos seis grandes movimentos na história do cinema entre nós: o ciclo da chanchada, a experiência da Vera Cruz, o cinema independente dos anos 1950 e 1960, o movimento Cinema Novo, o assim chamado Cinema Marginal, a fase Embrafilme, e, a partir de 1995 o chamado Cinema da Retomada.

Aceitando-se as premissas gerais dessas grandes divisões, podemos verificar que em cada um desses seis momentos houve adaptações literárias relevantes e muitas delas podem ser referidas como exemplos paradigmáticos do movimento em que se insere. Neste sentido, citemos o papel central de Vidas Secas (1963, Nelson Pereira dos Santos, extraído do romance de Graciliano Ramos) no Cinema Novo ou Cidade de Deus (2002 Fernando Meirelles e Kátia Lund) a partir do livro homônimo de Paulo Lins) no chamado Cinema da Retomada.


Mais uma observação - final

Uma outra observação que salta aos olhos é a imensa variedade das formas literárias que já serviram de ponto de partida para filmes brasileiros. Praticamente todas as formas literárias ficcionais estão aí representadas. Essa variedade parece-nos indicar uma profunda capacidade de articulação, de aglutinação, da produção cinematográfica brasileira.

Essa observação se torna mais pertinente se atentarmos que o cinema brasileiro parece dialogar não só com as mais diversas formas literárias como também com outros segmentos da produção cultural brasileira. Percorrendo a listagem dos filmes brasileiros é possível verificar que existem produções cinematográficas que tiveram por base , história em quadrinhos, contos e lendas populares, personagens reais, crimes reais, músicas e programas de televisão e rádio. Citando alguns exemplos: “Moleque Tião” dirigido por José Carlos Burle foi baseado em reportagens; “Angelitos” dirigido por Humberto Santana partiu de uma HQ; “Mandacaru vermelho” dirigido por Nelson Pereira dos Santos nasceu de uma lenda popular; “Carlota Joaquina, princesa do Brazil” de Carla Camurati retrata um personagem histórico real; “O crime da mala” dirigido por Antônio Tibiriçá retrata um crime real; “Fuscão preto” de Jeremias Moreira Filho foi elaborado a partir de uma música homônima; “Marcado para o perigo” dirigido por Ary Fernandes articula-se a partir de um programa de TV e “As taradas atacam” de 1978 dirigido por Carlo Mossy foi construído a partir de um programa de rádio.

Gabriel Garcia Márquez uma vez disse que o Brasil é o país da música, do futebol e do cinema. A capacidade do cinema brasileiro de dialogar, de reportar-se, aos mais diversos aspectos da cultura brasileira parece indiciar sua capacidade de ser, tal qual o e nossa música e nosso futebol, um ponto de reconhecimento e de convergência da cultura nacional.
 
 



Postado por Danielle Cássia

Parnasianismo

O PARNASIANISMO





Diferentemente do Realismo e do Naturalismo, que se voltam para o exame e para a crítica da realidade, o Parnasianismo representou na poesia um retorno ao clássico, com todos os seu ingredientes: o princípio do belo na arte, a busca do equilíbrio e da perfeição formal.

Os parnasianos acreditavam que o sentido maior da arte reside nela mesma, em sua perfeição, e não em sua relação com o mundo exterior.

Se examinarmos a história da arte e da literatura, veremos que ela se constrói em ciclos. O homem está sempre rompendo com aquilo que considera ultrapassado e propondo algo ''novo''.

O Parnasianismo no Brasil, surgido na década de 80 do século XIX, ilustra bem esse processo. Depois da revolução romântica, que impôs novos parâmetros e valores artísticos, formou-se em nosso país um grupo de poetas que desejava restaurar a poesia clássica, desprezada pelos românticos.

Esses poetas, os parnasianos, achavam que certos princípios românticos, como simplicidade da linguagem, valorização da paisagem nacional, emprego de sintaxe e vocabulário mais brasileiros, sentimentalismo, tudo isso ocultara as verdadeiras qualidades da poesia. Em seu lugar propuseram, então, uma poesia objetiva, de elevado nível vocabular, racionalista, perfeita do ponto de vista formal e voltada para temas universais.


A ''arte pela arte''

Apesar de contemporâneo do Realismo e do Naturalismo, o Parnasianismo difere profundamente de ambos. Enquanto esses dois movimentos se propunham a analisar e compreender a realidade social e humana, o Parnasianismo se distanciava da realidade e se voltava para si mesmo. Defendendo o princípio da ''arte pela arte'', os parnasianos achavam que o objetivo maior da arte não é tratar os problemas humanos e sociais, mas alcançar a ''perfeição'' em sua construção: rimas, métrica, imagens, vocabulário seleto, equilíbrio, controle das emoções, etc.


A influência clássica

A origem da palavra Parnasianismo associa-se ao Parnaso grego, segundo a lenda um monte da Fócida, na Grécia central, consagrado a Apolo e às musas. A escolha do nome já comprova o interesse dos parnasianos pela tradição clássica. Acreditavam que, apoiando-se nos modelos clássicos, estariam combatendo os exageros de emoção e fantasia do Romantismo e, ao mesmo tempo, garantindo o equilíbrio que desejavam.

Contudo, a presença de elementos clássicos na poesia parnasiana não ia além de algumas referências a personagens da mitologia e de um enorme esforço de equilíbrio formal. Pode-se afirmar que o conteúdo clássico dessa arte não passava de um verniz que a revestia artificialmente e tinha por finalidade garantir-lhe prestígio entre as camadas letradas do público consumidor brasileiro.


A Batalha do Parnaso

As idéias parnasianas já vinham sendo difundidas no Brasil desde a década de 1870. No final dessa década travou-se o jornal Diário do Rio de Janeiro uma polêmica literária que reuniu, de um lado, os adeptos do Romantismo e, de outro, os adeptos do Realismo e do Parnasianismo. O saldo da polêmica, que ficou conhecida como Batalha do Parnaso, foi a ampla divulgação das idéias do Realismo e do Parnasianismo nos meios artísticos e intelectuais do país.

A primeira publicação considerada de fato parnasiana é a obra Fanfarras (1882), de Teófilo Dias. Entretanto, caberia a Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Olavo Bilac, Vicente de Carvalho e Francisca Júlia o papel de implantar e solidificar o movimento entre nós, bem como definir melhor os contornos de seu projeto estético.


Característica da linguagem da poesia parnasiana

Como síntese, as principais características da linguagem da poesia parnasiana podem ser esquematizadas:

Quanto a forma:

- Busca da perfeição formal
- Vocabulário culto
- Gosto pelo soneto
- Rimas raras; chaves de ouro
- Gosto pelas descrições

Quanto ao conteúdo:

- Objetivismo
- Racionalismo, contenção das emoções
- Universalismo
- Apego à tradição clássica
- Presença da mitologia greco-latina
- Arte pela arte


Tríade Parnasiana


Alberto de Oliveira, Raimundo Correira e Olavo Bilac

Olavo Bilac: o ourives da linguagem

Olavo Bilac (1865-1918) nasceu no Rio de Janeiro, estudou Medicina e Direito, mas não concluiu nenhum desses cursos. Exerceu atividades de jornalista e inspetor escolar, tendo devotado boa parte de seu trabalho e de seus escritos à educação. Foi defensor da instrução primária, da educação física e do serviço militar. Patriota, escreveu a letra do Hino à Bandeira e dedicou-se a temas de caráter histórico-nacionalista.

Sua primeira obra publicada foi Poesias (1888). Nela, o poeta já demonstrava estar plenamente identificado com as propostas do Parnasianismo, como comprova seu poema 'Profissão de fé'. Mas a concepção poética excessivamente formalista defendida por esse poema nem o próprio Bilac seguiu a risca. Vez ou outra depreende-se de seus textos certa valorização dos sentimentos que lembra o Romantismo.

Embora sua poesia nem sempre expresse uma visão profunda sobre o homem e sua condição, Bilac foi o mais jovem e o mais bem-acabado poeta parnasiano brasileiro. Seus poemas, principalmente os sonetos, apresentam uma perfeita elaboração final.


Raimundo Correia: a pesquisa da linguagem

Raimundo Correia (1860-1911), é um dos poetas que, juntamente com Olavo Bilac e Alberto de Oliveira, formam a chamada ''tríade parnasiana''. Maranhese, estudou direito em São Paulo e foi magistrado em vários Estados brasileiros.

Sua poesia, dentro do movimento parnasiano, representa um momento de descontração e de investigação. Nela se verificam pelo menos três fases:

- a fase romântica: com influências de Cassimiro de Abreu e Fagundes Varela, é representada por Primeiros Sonhos (1897);

- a fase parnasiana propriamente dita: representada pela obras Sinfonias (1883) e Versos e versões (1887), é marcada pelo pessimismo de Schopenhauer - pensador alemão que defendia a idéia de que todas as dores e males do mundo provêm a vontade de viver - e por reflexões de ordem moral e social;

- a fase pré-simbolista: nela, o pessimismo diante da condição humana busca refúgio na metafísica e na religião, enquanto a linguagem apresenta uma pesquisa em musicalidade e sinestesia.


Alberto de Oliveira

Alberto de Oliveira (1857-1937) foi uma espécie de líder do Parnasianismo e, ao mesmo tempo, o poeta que melhor se adequou aos princípios do movimento. Sua poesia é fria e intelectualizada, com um gosto acentuado pelo preciosismo formal e lingüístico. Defendia a arte pela arte e, em vez de se interessar pela realidade brasileira, preferia buscar inspiração nos modelos clássicos que perseguia: os poetas barrocos e árcades portugueses.

Enquanto se tratavam as lutas pela Abolição e pela República, Alberto de Oliveira afirmava: "Eu hoje dou a tudo de ombros, pouco importam, paz ou guerra e não leio jornais". Distante, então, dos problemas sociais, pôs-se a descrever vasos gregos e chineses.

Entre suas obras destacam-se Meridionais (1884) e Versos e rimas (1895).






Fontes: CEREJA, W.R., MAGALHÃES, T.Z. Português: Linguagens. 3. ed. ATUAL, 1999
www.micropic.com.br/noronha/liter_cr.htm


Postado por Danielle Cássia